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Mostrando postagens de agosto, 2025

Qual a diferença entre mero usuário, usuário abusivo e adicto?

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Qual a diferença entre mero usuário, usuário abusivo e adicto? Isso é muito interessante.   O mero usuário é a pessoa que nunca teve perdas pelo uso de drogas/álcool e que não usa de forma abusiva. Por exemplo, pessoas que usam drogas/álcool duas vezes por ano e que quando usam não se embriagam. São pessoas que usam drogas/álcool apenas de forma recreativa, mas não com a intenção de sentir os efeitos que elas causam.   O usuário abusivo é a pessoa que gosta dos efeitos que a droga/álcool causa e por causa disso pratica excessos. Aqui, temos pessoas que usam drogas/álcool com muita regularidade e com excesso, mas, em regra, ainda não sofreram grandes perdas em suas vidas.   O adicto é a pessoa que usa drogas/álcool com excesso e que possui uma gama enorme de perdas causadas pelo uso prolongado. Essas pessoas possuem adicção .   Curiosidade : na abstemiologia classificamos os abstêmios como: abstêmio mínimo (desintoxicando), abstemenor, abstemaio...

Sobriedade ocasional, sobriedade continuada e sobriedade crítica

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Sobriedade ocasional, sobriedade continuada e sobriedade crítica A abstemiologia estabelece uma distinção fundamental entre a sobriedade ocasional e a continuada , sendo esta última o caminho que pode conduzir ao ápice da sobriedade crítica . Esta diferença vai muito além de uma mera questão semântica, demarcando a frágil linha que separa uma simples pausa no consumo de substâncias da verdadeira interrupção definitiva que caracteriza uma vida abstêmia autêntica e transformadora. Enquanto a sobriedade ocasional integra a suspensão temporária e precária, a sobriedade continuada representa um projeto de vida permanente, construído através de uma profunda reconfiguração interna.   A sobriedade ocasional , também chamada de circunstancial ou branca, constitui um estado de mera suspensão (cessação temporária) do consumo . Ela é motivada por desejo de “parar por um tempinho” até que a situação melhore ou para acalmar terceiros, não havendo qualquer intenção de interrupção def...

Relação entre período de drogadição e de abstinência

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Relação entre período de drogadição e de abstinência Como podem ser realizadas as comparações entre os períodos de drogadição (D) e de abstinência (Ab) ?   Existem 03 (três) possibilidades para serem analisadas:   (1ª) o período de drogadição (D) é MAIOR que o período de abstinência (Ab);   (2ª) o período de drogadição (D) é IGUAL ao período de abstinência (Ab);   (3ª) o período de drogadição (D) é MENOR que o período de abstinência (Ab).   Leia a publicação na íntegra no nosso site e entenda esse raciocínio. Relação entre período de drogadição e de abstinência (CLIQUE AQUI E LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA) Bons estudos! Escritor: Péricles Ziemmermann

Sobriedade crítica

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Sobriedade crítica: rumo à vida abstêmia sólida Este estudo apresenta o conceito de " sobriedade crítica " como um estado avançado e sólido de recuperação da dependência do álcool.   A sobriedade crítica é definida como uma construção progressiva e vigilante , que vai além da simples abstinência. Ela é fundamentada em conhecimento técnico, autopercepção refinada e experiência acumulada . Mais uma vez, a metáfora da sequência de Fibonacci para descrever a recuperação como uma jornada de estágios consecutivos e interdependentes, onde cada degrau de conquista só se ergue sobre a sólida consolidação do anterior, será amplamente utilizada.   O estudo do caso (M.) demonstra os perigos da " sobriedade ilusória " através de um estado de falsa segurança caracterizado pelo compromisso meramente estético com o processo de recuperação, discurso com retórica simbólica (meros jargões não internalizados) e negligência com as técnicas de autovigilância . Um evento cr...

Décimo Terceiro Passo

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Pós-abstinência, Mega-abstêmio, Décimo Terceiro Passo ou Passo Cosmoético A análise do " tempo abstêmio " pode ocorrer de diversas maneiras, este estudo apresenta uma destas formas. Assim, por exemplo, pode-se analisar o período de sobriedade em relação ao tempo total que a pessoa passou em drogadição . A ideia central é que uma pessoa que usou drogas ou álcool por um determinado número de anos tem plena capacidade de permanecer em sobriedade (vida abstêmia) pelo mesmo período ou até muito mais.   Imagine a seguinte situação : a pessoa utilizou drogas/álcool dos 16 aos 31 anos de idade. Durante todo esse período ela progrediu em sua dependência, passando pelas fases de mero usuário, usuário abusivo e adicto . Nesse exemplo citado, teremos um período de drogadição de 15 anos (dos 16 aos 31 anos de idade), ou seja, a pessoa usou drogas por 15 anos.   Agora faça o seguinte raciocínio : se a pessoa usou drogas/álcool por determinado lapso temporal, é possível que el...

A sequência de Fibonacci na recuperação abstêmia

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A sequência de Fibonacci na recuperação abstêmia   Este estudo apresenta uma adaptação da sequência de Fibonacci como uma metáfora para o processo de recuperação de dependentes químicos e alcoolistas. Diferente de uma contagem linear de tempo (dias ou meses), este modelo propõe estágios de conquista progressiva , onde cada novo patamar só é alcançado quando o anterior está solidificado, assim como cada número na sequência é a soma dos dois anteriores.   A jornada inicia no FIB 0 , o marco zero da decisão de parar ou da interrupção da fase de adicção . Os primeiros estágios ( FIB 1 ) são de sobrevivência imediata , focados obsessivamente em não usar. O FIB 2 introduz a primeira estrutura , como um hábito saudável (hábito angular). O FIB 3 é um momento decisivo e perigoso, em que se soma um hábito mental, combatendo a autossuficiência . A progressão continua no FIB 5 com a estabilização de uma rotina e no FIB 8 com a expansão para reconexão social e propósito . O F...

Adesão aos mecanismos preestabelecidos de abstinência

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Adesão aos mecanismos preestabelecidos de abstinência A comparação de diálogos entre uma pessoa em drogadição, alguém com 02 (dois) anos de abstinência e outro com 20 (vinte) anos de sobriedade revela diferenças significativas em seus sistemas ideológicos – definidos como a forma de pensar, sentir e agir . Esses sistemas variam conforme a fase abstemiológica (mero usuário, usuário abusivo, adicto, abstêmio menor, abstêmio maior, abstemaior real, mega-abstêmio), estruturada na escada abstêmia .   Os mecanismos preestabelecidos de abstinência oferecem sistemas ideológicos prontos para iniciar, desenvolver e manter a sobriedade. Dividem-se em:   · Informais : Grupos de ajuda mútua, que aplicam técnicas como os 12 passos, e sistemas religiosos, que utilizam dogmas religiosos para, indiretamente, afastar a pessoa de locais, hábitos ou colegas de ativa.   · Formais : Acompanhamento com profissionais (abstemiologistas, psiquiatras, psicólogos, assistentes socia...

Hemiabstinência

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Hemiabstinência   Estudos de abstemiologia estabeleceram quatro critérios fundamentais que definem uma pessoa como abstêmia: o critério ético, o critério cronológico, o critério racional e o critério espiritual , formando o quadrilátero abstemiológico . Além disso, embora o tempo de abstinência promova diferenças entre os abstêmios, existe um núcleo comum inerente a todos, denominado mínimo abstemiológico . Este núcleo é irredutível e idêntico , independentemente do modelo de vida abstêmia ou do tempo de sobriedade (seja um dia, dez ou trinta anos), aplicando-se igualmente a perfis diversos como, por exemplo, nos casos do abstêmio que nunca recaiu ( abstêmio never relapse ) ou daquele que se sente obrigado a manter a sobriedade ( Homo abstemius coacto ).   O mínimo abstemiológico consiste na simultaneidade obrigatória de quatro elementos: a interrupção do uso de substâncias (critério cronológico), a assunção de responsabilidade pelo próprio processo (passo zero - cr...

Sobriedade incorporada

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Sobriedade incorporada A sobriedade incorporada representa a superação profunda da dependência química e do alcoolismo, indo além da simples abstinência. Enraizado nos estudos da Abstemiologia, este conceito define uma transformação existencial em que a sobriedade se torna parte natural da identidade do indivíduo.   Para alcançar esse estado, 03 (três) dimensões interligadas são essenciais: o conhecimento técnico abstemiológico  (saber), que inclui o entendimento da neurobiologia da adicção (como a disfunção do sistema de recompensa mesolímbico), técnicas de prevenção de recaída e modelos de mudança comportamental; a capacidade de autopercepção refinada  (perceber), que envolve identificar gatilhos emocionais, situacionais ou cognitivos e reconhecer a fissura como um sinal de neuroplasticidade reversa, não como falha; e o lastro abstêmio  (viver), construído pela experiência acumulada ao longo do tempo, que consolida novos caminhos neurais, fortalece a resil...

Abstemiometria: (auto)eficácia abstemiológica

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Abstemiometria: (auto)eficácia abstemiológica Com base nos estudos sobre abstemiologia, sabe-se que autoeficácia abstemiológica é a crença que um indivíduo tem em sua própria capacidade de manter a sobriedade, superar desafios, evitar gatilhos, lidar com fissuras e sustentar um estilo de vida livre de substâncias. Reconheço que essa autoeficácia é relevante para o sucesso da abstinência, pois influencia diretamente a motivação, o comprometimento e a resiliência.   Neste estudo, apresento diversas formas de avaliar essa eficácia (abstemiometria) , indo além do simples tempo de abstinência. Uma delas é o  lastro abstêmio , que calculo combinando o período de sobriedade anterior a uma recaída com a gravidade dos seus efeitos e o número de recaídas. Em geral, um lastro maior indica maior eficácia, mas ressalto que existem exceções. Também analiso a  incidência de erros liliputianos  (pequenas falhas que comprometem a abstinência, como frequentar ambientes de r...

Por que meu familiar é incapaz de ficar longos períodos afastado do consumo de drogas/álcool?

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Por que meu familiar é incapaz de ficar longos períodos afastado do consumo de drogas/álcool? A dificuldade de permanecer longos períodos em vida abstêmia (longe do consumo de drogas/álcool) está relacionada ao ciclo desintoxicação-reintoxicação-desintoxicação ou CICLO DRD .   O artigo a seguir explica o ciclo comum de desintoxicação seguida por reintoxicação no uso de drogas/álcool, conhecido como ciclo DRD (Desintoxicação-Reintoxicação-Desintoxicação). Isso ocorre devido a incidência de vários fenômenos inter-relacionados.   O primeiro é o intenso desconforto da desintoxicação  (bioquímico, emocional e cognitivo), que frequentemente leva a pessoa a voltar ao uso para aliviar os sintomas, sendo esta a principal causa de recaída nas fases iniciais da vida abstêmia.   Mesmo após superar a desintoxicação,  comorbidades  (como depressão, ansiedade, TEPT ou problemas financeiros/familiares) podem desencadear o retorno ao vício como forma de "...