Abstemiometria: (auto)eficácia abstemiológica

Abstemiometria: (auto)eficácia abstemiológica



Com base nos estudos sobre abstemiologia, sabe-se que autoeficácia abstemiológica é a crença que um indivíduo tem em sua própria capacidade de manter a sobriedade, superar desafios, evitar gatilhos, lidar com fissuras e sustentar um estilo de vida livre de substâncias. Reconheço que essa autoeficácia é relevante para o sucesso da abstinência, pois influencia diretamente a motivação, o comprometimento e a resiliência.

 

Neste estudo, apresento diversas formas de avaliar essa eficácia (abstemiometria), indo além do simples tempo de abstinência. Uma delas é o lastro abstêmio, que calculo combinando o período de sobriedade anterior a uma recaída com a gravidade dos seus efeitos e o número de recaídas. Em geral, um lastro maior indica maior eficácia, mas ressalto que existem exceções.

Também analiso a incidência de erros liliputianos (pequenas falhas que comprometem a abstinência, como frequentar ambientes de risco) e os redutores abstemiológicos (fatores como autopiedade ou desonestidade que enfraquecem a recuperação). A aplicação de técnicas abstemiológicas é outro indicador: quanto mais técnicas o abstêmio conhece e usa, maior sua eficácia.

 

Destaco ainda a importância da abstemiocinesia — movimentos pró-sobriedade, como evitar gatilhos (acinesia) ou buscar apoio (cinesia). Esses movimentos devem ser adequados à fase da jornada (Abstemínimo, Abstemenor etc.), pois excessos ou deficiências (como bradicinesia) podem prejudicar a recuperação.

 

A (auto) eficácia abstemiológica também pode ser avaliada através de ferramentas como a matriz SWOT (que classifica forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), o perfil pessoal abstemiológico e a análise de triangularizações (como o triângulo do fracasso, do desespero, da coerência, do drama e da recuperação). Por fim, alerto para a ilusão de autoeficácia (efeito Dunning-Kruger), que pode mascarar riscos.

 

Embora o tempo de abstinência seja um indicador relevante, a eficácia abstemiológica deve ser medida de forma multidimensional. Pessoas com menos tempo podem ter alta eficácia se dominarem técnicas e evitarem erros, enquanto algumas com longo lastro podem estar vulneráveis se negligenciarem redutores ou movimentos essenciais.

 

Acesse o link abaixo e entenda esse complexo estudo:


Abstemiometria: (auto)eficácia abstemiológica (CLIQUE AQUI E LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA)


Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann