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Cerveja sem álcool

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Cerveja sem álcool: o cavalo de troia da recuperação Vou direto ao ponto e elenco 10 (dez) critérios para não consumir a famigerada cerveja sem álcool :   1. Ativação de gatilhos condicionados   2. Ilusão de controle e autossuficiência   3. Manutenção do ritual da adicção   4. Risco de conteúdo alcoólico residual   5. Mecanismo de autossabotagem   6. Exposição a ambientes de risco   7. Minimização da doença   8. Prejuízo à mentalidade de recuperação   9. Fenômeno da "primeira dose"   10. Impedimento da dessensibilização cerebral   A cerveja sem álcool é uma armadilha perigosa e não uma alternativa segura. O risco não está na quantidade ínfima de álcool, mas no fato de que esse consumo reativa os mesmos rituais e gatilhos associados ao vício.   Ao beber algo que imita a cerveja no sabor, na embalagem e no contexto, cria-se uma ilusão perigosa de controle , como se fosse v...

Antiabstinência

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Antiabstinência: a lacuna na compreensão da sobriedade A antiabstinência é definida como uma perspectiva ou mentalidade no campo do tratamento da dependência química que prioriza o estudo e a gestão do consumo de substâncias, em detrimento da valorização da abstinência definitiva como objetivo principal. Essa abordagem, frequentemente associada ao " droguismo " – um conhecimento profundo sobre as drogas, seus efeitos neurobiológicos e as dinâmicas da adicção –, considera que o tratamento pode ocorrer sem a necessária interrupção completa do uso . Consequentemente, a antiabstinência tende a ver a vida abstêmia de forma reducionista , como uma mera ausência de substâncias, e não como um processo complexo e ativo de reconstrução de uma vida.   A crítica central apresentada pela abstemiologia é que, ao focar exclusivamente na doença (adicção), a visão antiabstêmia se torna limitada. Ela não consegue oferecer um caminho de abstinência ( pathway of abstinence ) ou compreen...

Antimanicomial

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A luta antimanicomial e a análise multifatorial da internação à luz da abstemiologia Este artigo propõe uma reflexão profunda sobre a convergência entre a luta antimanicomial e os estudos de abstemiologia. Alinhado aos avanços da Lei nº 10.216/2001 e à reforma psiquiátrica brasileira , compreendo que devemos superar — em grande parte — o modelo asilar, focado exclusivamente no isolamento e na anulação da subjetividade, em prol de um cuidado pautado na liberdade, na dignidade existencial e na reintegração social.   Considero fundamental a distinção entre internamento e tratamento . Vejo o internamento como uma medida emergencial, temporária e protetiva, restrita à desintoxicação física e à contenção imediata de riscos (periculosidade). O tratamento , por sua vez, constitui um constructo muito mais amplo, pedagógico e contínuo, que utiliza psicoeducação, terapias e redes de apoio comunitário para ensinar o indivíduo a manter a sobriedade continuada.   Defendo que...

12 Passos

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12 PASSOS: NA PERSPECTIVA ABSTEMIOLÓGICA Este artigo aborda a jornada de recuperação da adicção sob a ótica da Abstemiologia , analisando a evolução e a aplicação prática da técnica dos 12 passos , originalmente criada pelo grupo de Alcoólicos Anônimos na década de 1930.   Fundamentado na rendição inicial, na quebra do mecanismo de negação e no reconhecimento da impotência diante da substância, o programa tradicional propõe uma transformação psicológica e espiritual dividida em etapas que envolvem autoavaliação, reparação de danos sociais e manutenção diária da sobriedade. Historicamente, o método expandiu-se a partir do encontro entre Bill Wilson e Dr. Bob em 1935 , desmembrando-se de 06 (seis) princípios dos Grupos Oxford para os 12 (doze) passos formalizados no "Livro Azul" em 1939 , adotando uma linguagem inclusiva de "Poder Superior" que, entres outras vantagens, permitiu sua adaptação para diversas outras compulsões.   Os estudos de Abstemiologi...

Embriaguez ontológica

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Distinção entre embriaguez ontológica, sobriedade seca e porre seco A embriaguez ontológica , para os estudos da abstemiologia, descreve um estado de confusão existencial e desequilíbrio comportamental vivido por pessoas que, mesmo após interromperem o consumo de álcool ou drogas, mantêm a mentalidade, os valores e os padrões de conduta típicos do período de uso ativo. Diferente da embriaguez “física”, causada pela substância no organismo, a embriaguez ontológica refere-se a uma intoxicação do "ser", na qual o indivíduo continua agindo de forma impulsiva, desonesta e egocêntrica. Trata-se da manutenção da identidade do adicto em um corpo que já não consome álcool ou drogas. Tal pessoa ignora que para a verdadeira sobriedade exige-se uma mudança profunda na visão de mundo e na ética pessoal, e não apenas a ausência mecânica da droga. Esse fenômeno explica por que muitas pessoas, mesmo "limpas", sofrem sucessivas recaídas emocionais ou conflitos familiares, pois...

Marca Registrada

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Abstemiologia®   É com muita alegria e orgulho que compartilhamos uma grande conquista para o universo do estudo da sobriedade : o nome Abstemiologia® é, oficialmente, uma marca registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) .   Essa certificação representa o reconhecimento e a proteção de anos de dedicação, pesquisas e produções científicas voltadas ao desenvolvimento e sistematização do estudo da vida abstêmia. Com o registro, o uso exclusivo do termo e de seus conceitos associados pertence legalmente ao seu criador e detentor, o advogado, escritor e pesquisador Péricles Ziemmermann .   Mais do que uma formalidade jurídica, esse selo garante a autenticidade e a integridade de todo o conteúdo teórico e prático produzido até aqui, assegurando que o público e a comunidade acadêmica sempre tenham acesso à verdadeira essência e ao rigor técnico da Abstemiologia® .   Por isso, lembramos que a utilização da marca para fins comerc...

Sensibilização da droga de eleição

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Sensibilização da droga de eleição: a tolerância inversa A sensibilização é um quadro grave e avançado que ocorre após décadas de dependência e alcoolismo. Ela representa o colapso da capacidade adaptativa do organismo , levando a uma vulnerabilidade extrema à droga de eleição.   O fenômeno da sensibilização metabólica e neurofisiológica , causado por décadas de dependência, explica por que, em um estágio avançado da patologia, “ basta um gole para que a pessoa fique intoxicada ”, pois seu organismo fragilizado perdeu a capacidade de processar até mínimas quantidades de álcool.   A combinação de dano hepático grave , perda da reserva neurológica e um estado de hiperexcitabilidade latente faz com que, na fase final da dependência, uma dose ínfima da droga de eleição — muitas vezes apenas um gole — tenha um efeito depressivo exagerado, intoxicando o indivíduo de forma imediata e perigosa.   Como se manifesta a sensibilização?   Com a perda da to...