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Adalby Ferreira Carvalho

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Adalby Ferreira Carvalho: mais um abstemiologista Adalby Ferreira Carvalho destaca-se como um profissional vocacionado para o desenvolvimento humano e o serviço ao próximo. Com mais de uma década de recuperação ativa , transformou sua própria vivência em combustível para acolher e guiar aqueles que buscam a sobriedade. Sua atuação como Terapeuta Holístico fundamenta-se em uma bagagem expressiva de mais de 70 terapias (IBRATH) e na qualificação como Conselheiro em Dependência Química (COMPACTA/ABRADEQ). Sempre em busca de embasamento científico e humanizado, expandiu seu escopo técnico ao realizar o CURSO DE FORMAÇÃO EM ABSTEMIOLOGIA , qualificando-se como um abstemiologista preparado para aplicar conceitos especializados no processo de pós-recuperação.   Com uma abordagem focada na dignidade humana, Adalby Ferreira Carvalho possui grande habilidade para liderar equipes multidisciplinares, conduzir dinâmicas coletivas e realizar atendimentos individuais e monitorias ...

Tratamento concomitante

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Tratamento concomitante: a reabilitação conjunta entre família e dependente A dependência química raramente é um fenômeno isolado, manifestando-se como um sintoma relacional profundamente enraizado no sistema familiar. O transtorno por abuso de substâncias (TUSP) torna-se o ponto focal, mas a dor e a disfunção permeiam todas as relações. A família, como contexto mais influente, desenvolve dinâmicas e papéis rígidos — como os modelos de codependentes, herói, salvador, vítima, perseguidor ou bode expiatório — que, inadvertidamente, perpetuam o ciclo da dependência .   O transtorno por uso de substâncias pode, assim, ser uma tentativa disfuncional do indivíduo de se ajustar a um sistema desequilibrado ou de expressar uma angústia que a família não consegue resolver. A codependência persiste porque suas "recompensas" imediatas — conforme ensina o paradoxo da codependência — mascaram as consequências destrutivas a longo prazo.   Diante dessa perspectiva, torna-se...

Profissões de risco

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Profissões de risco: a vulnerabilidade ocupacional à dependência Este artigo aborda a complexa relação entre certas profissões e a maior vulnerabilidade ao alcoolismo e à dependência química . Evidências científicas demonstram que o risco para transtornos por uso de substâncias (TUSP) não é uniforme na sociedade, sendo significativamente influenciado pelas características socioambientais de cada ocupação.   Profissões marcadas por alto estresse, exposição a traumas, acesso a drogas, longas jornadas e uma cultura que normaliza o consumo apresentam prevalências alarmantes. Policiais e militares , por exemplo, exibem taxas de consumo abusivo de álcool muito superiores à média da população, frequentemente usando a substância como automedicação para o estresse e o trauma. Profissionais de saúde , em especial anestesiologistas , enfrentam risco elevado de dependência de opioides e outras drogas controladas, devido ao acesso facilitado e à pressão extrema. Setores como hotelaria, constru...

Cerveja sem álcool

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Cerveja sem álcool: o cavalo de troia da recuperação Vou direto ao ponto e elenco 10 (dez) critérios para não consumir a famigerada cerveja sem álcool :   1. Ativação de gatilhos condicionados   2. Ilusão de controle e autossuficiência   3. Manutenção do ritual da adicção   4. Risco de conteúdo alcoólico residual   5. Mecanismo de autossabotagem   6. Exposição a ambientes de risco   7. Minimização da doença   8. Prejuízo à mentalidade de recuperação   9. Fenômeno da "primeira dose"   10. Impedimento da dessensibilização cerebral   A cerveja sem álcool é uma armadilha perigosa e não uma alternativa segura. O risco não está na quantidade ínfima de álcool, mas no fato de que esse consumo reativa os mesmos rituais e gatilhos associados ao vício.   Ao beber algo que imita a cerveja no sabor, na embalagem e no contexto, cria-se uma ilusão perigosa de controle , como se fosse v...

Antiabstinência

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Antiabstinência: a lacuna na compreensão da sobriedade A antiabstinência é definida como uma perspectiva ou mentalidade no campo do tratamento da dependência química que prioriza o estudo e a gestão do consumo de substâncias, em detrimento da valorização da abstinência definitiva como objetivo principal. Essa abordagem, frequentemente associada ao " droguismo " – um conhecimento profundo sobre as drogas, seus efeitos neurobiológicos e as dinâmicas da adicção –, considera que o tratamento pode ocorrer sem a necessária interrupção completa do uso . Consequentemente, a antiabstinência tende a ver a vida abstêmia de forma reducionista , como uma mera ausência de substâncias, e não como um processo complexo e ativo de reconstrução de uma vida.   A crítica central apresentada pela abstemiologia é que, ao focar exclusivamente na doença (adicção), a visão antiabstêmia se torna limitada. Ela não consegue oferecer um caminho de abstinência ( pathway of abstinence ) ou compreen...

Antimanicomial

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A luta antimanicomial e a análise multifatorial da internação à luz da abstemiologia Este artigo propõe uma reflexão profunda sobre a convergência entre a luta antimanicomial e os estudos de abstemiologia. Alinhado aos avanços da Lei nº 10.216/2001 e à reforma psiquiátrica brasileira , compreendo que devemos superar — em grande parte — o modelo asilar, focado exclusivamente no isolamento e na anulação da subjetividade, em prol de um cuidado pautado na liberdade, na dignidade existencial e na reintegração social.   Considero fundamental a distinção entre internamento e tratamento . Vejo o internamento como uma medida emergencial, temporária e protetiva, restrita à desintoxicação física e à contenção imediata de riscos (periculosidade). O tratamento , por sua vez, constitui um constructo muito mais amplo, pedagógico e contínuo, que utiliza psicoeducação, terapias e redes de apoio comunitário para ensinar o indivíduo a manter a sobriedade continuada.   Defendo que...

12 Passos

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12 PASSOS: NA PERSPECTIVA ABSTEMIOLÓGICA Este artigo aborda a jornada de recuperação da adicção sob a ótica da Abstemiologia , analisando a evolução e a aplicação prática da técnica dos 12 passos , originalmente criada pelo grupo de Alcoólicos Anônimos na década de 1930.   Fundamentado na rendição inicial, na quebra do mecanismo de negação e no reconhecimento da impotência diante da substância, o programa tradicional propõe uma transformação psicológica e espiritual dividida em etapas que envolvem autoavaliação, reparação de danos sociais e manutenção diária da sobriedade. Historicamente, o método expandiu-se a partir do encontro entre Bill Wilson e Dr. Bob em 1935 , desmembrando-se de 06 (seis) princípios dos Grupos Oxford para os 12 (doze) passos formalizados no "Livro Azul" em 1939 , adotando uma linguagem inclusiva de "Poder Superior" que, entres outras vantagens, permitiu sua adaptação para diversas outras compulsões.   Os estudos de Abstemiologi...