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Mostrando postagens de abril, 2025

Abstemiologia explica o Ponto “Detox” da escada abstêmia

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Abstemiologia explica o Ponto “Detox” da escada abstêmia Entenda estas duas situações distintas: uma pessoa possui 15 anos de sobriedade e outra possui 15 anos de drogadição . Em termos mais simples, neste exemplo, temos uma pessoa longe do consumo de drogas/álcool há muitos anos e outra mergulhada ativamente no consumo de drogas/álcool também há muitos anos. Pensando nisso, pergunto:   · Quando uma pessoa recai após 15 ou 20 anos de vida abstêmia ela deve ser submetida ao mesmo tratamento de alguém que está há 15 ou 20 anos na drogadição?   · As técnicas para manutenção da sobriedade serão as mesmas para essas duas pessoas?   · Será que o tempo de abstinência mais elastecido ( lastro abstêmio ) permite que sejam aplicadas técnicas menos restritivas para quem possui muitos anos de sobriedade e recaiu?   · Podemos afirmar que as pessoas oriundas da drogadição devem passar por uma desintoxicação , mas quem recaiu após muitos anos de sobriedade ...

Meu familiar fica embriagado ou consome drogas todo final de semana, ele é alcoólatra ou adicto?

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Meu familiar fica embriagado ou consome drogas todo final de semana, ele é alcoólatra ou adicto? Para classificar alguém como sendo adicto ou dependente é preciso fazer um diagnóstico , além da colheita de diversos elementos multifatoriais .   Existem certos sinais que podem indicar que a pessoa possui adicção, por exemplo: existência de tolerância (aumento do consumo de drogas/álcool com o passar do tempo); perdas sociais, afetivas, familiares e financeiras ; isolamento ; quadros paranoicos ; surgimento ou agravamento de comorbidades etc. Enfim, não basta o uso excessivo de drogas/álcool, mas, também, que esse uso tenha causado certos resultados.   Utilizo de modo prático 03 (três) níveis de uso : esporádico (mero usuário), frequente e intenso (uso abusivo) e dependência (adicto). Perguntas como "Meu familiar vive em função do consumo?" ajudam a identificar o estágio de drogadição. A conscientização é o primeiro passo para interromper o ciclo do vício. ...

Abstêmio never relapse

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Abstêmio never relapse Este estudo aborda o fenômeno raro do abstêmio never relapse . Tais indivíduos, após iniciarem a vida abstêmia, jamais recaíram. Apesar de a maioria das pesquisas focarem nas recaídas, a Abstemiologia destaca a importância de estudar quem obteve sucesso permanente na sobriedade .   Para ser enquadrado nessa categoria, abstêmio never relapse, a pessoa deve: (1) manter abstinência da droga de eleição e substâncias correlatas; (2) nunca ter sofrido reintoxicação física por recaída, embora possa ter tido fissuras ou recaídas emocionais; e (3) possuir um lastro abstêmio significativo, excluindo períodos curtos. A classificação não garante imunidade futura, mas reflete sucesso acumulado . Um ponto crítico é que esses abstêmios, por nunca terem recaído, podem não desenvolver habilidades para lidar com eventuais recaídas.   Dados de uma pesquisa mostram que, após um ano de sobriedade, o risco de recaída cai 50% e, após cinco anos, reduz-se para ape...

A neurociência do desejo: como o cérebro aprende a ser viciado em álcool

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A neurociência do desejo: como o cérebro aprende a ser viciado em álcool A neurociência do desejo revela como o cérebro se torna viciado em álcool, um processo que vai além de um simples hábito. A dependência alcoólica é uma reprogramação cerebral profunda na qual o sistema de recompensa, impulsionado pela dopamina , associa o consumo a prazeres artificiais e memórias emocionais. Com o tempo, o cérebro passa a priorizar o álcool, transformando-o em uma necessidade fisiológica e psicológica. Não se pode olvidar que gatilhos como cheiros, ambientes ou situações específicas podem desencadear fissura , um desejo intenso e quase incontrolável de consumir. A genética também influencia o consumo, com cerca de 50% do risco de desenvolver alcoolismo ligado a variações no DNA, tornando algumas pessoas mais suscetíveis.   O vício altera circuitos neurais essenciais como o córtex pré-frontal, responsável pelo autocontrole, e o sistema límbico que associa o álcool a emoções intensa...

Efeito interruptivo da vida abstêmia

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Efeito interruptivo da vida abstêmia A vida abstêmia pode fazer com que a pessoa recupere a afetividade, a socialização, a espiritualidade e a autoadministração (autogerência) da própria vida . Isso tudo pode se manifestar na sua vida profissional, no convívio familiar e na saúde. Entretanto, temos dois obstáculos. O primeiro impasse consiste no fato de que só dá para recuperar o que não foi perdido ou deteriorado (lesionado definitivamente). O segundo dilema indica que só é possível recuperar o que já existia.   Assim, por exemplo, se o abstêmio tinha relações afetivas ou um bom emprego antes da adicção, em tese, poderá recuperar essas condições. Por outro lado, se o abstêmio não possuía essas condições não poderá recuperá-las já que a sobriedade não faz milagre. Nesse caso, terá que desenvolver uma nova habilidade . Aqui vale a máxima: “do nada, nada vem” (máxima em latim: ex nihilo nihil fit ).   A expressão “ interruptivo ” significa que existe um mecanismo...

Lucidez e antilucidez

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Lu cidez e antilucidez: mecanismos que auxiliam ou prejudicam a manutenção da vida abstêmia Para baixar a obra,  gratuitamente , clique no link abaixo: CLIQUE AQUI E BAIXE A APOSTILA Neste estudo, escrito por Péricles Ziemmermann, fundador da Abstemiologia, o autor explora o conceito de lucidez abstêmia como elemento central para uma vida livre de álcool e drogas. A obra discute a importância de manter diferentes níveis de consciência abstemiológica destacando que a lucidez não é um estado permanente, mas uma conquista diária que exige ferramentas específicas para sua manutenção. O autor enfatiza que a recaída não deve ser vista como parte do processo de tratamento, mas sim como uma falha na preservação da lucidez que pode ser evitada com mecanismos adequados.   A antilucidez é apresentada como uma força oposta capaz de minar a recuperação através de distorções mentais, auto-obsessão e justificativas enganosas. Ziemmermann descreve esse fenômeno por meio de diversas...

Efeito resgatista da vida abstêmia

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  Efeito resgatista da vida abstêmia Inicialmente, precisa-se definir o significado da ideia de  resgate  e, na sequência, entender o que seja resgatista . Assim, pode-se afirmar que: “ Resgate , em termos abstemiológicos, é o ato ou efeito de recuperar a condução da própria vida mediante o pagamento de certa retribuição. Isso indica que o resgate abstemiológico é algo de mão dupla, ou seja, você recupera algo se pagar o preço. Mas , qual é o preço que deve ser pago?  De fato, a  manutenção da condição de abstêmio  é o preço mínimo para isso. Enfim, o preço é manter-se abstêmio do álcool e da droga de eleição.” (ZIEMMERMANN, Péricles.  Abstemiopatias . Porto Alegre/RS: Editora Simplíssimo, 2021)   Vou exemplificar o tema. Imagine o seguinte quadro. A pessoa possuía um bom emprego e família. Durante seu  período de drogadição  isso se deteriorou. Para sanar esses problemas a pessoa iniciou sua vida abstêmia. Com o passar do tempo,...

Uma reflexão para familiares: é possível usar drogas ou álcool sem consequências?

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Uma reflexão para familiares: é possível usar drogas ou álcool sem consequências? Este estudo aborda a ilusão de que um dependente químico ou alcoólatra pode consumir substâncias de forma controlada . Assim, perguntas como " Será que ele não pode só beber menos? " ou " E se ela usar só de vez em quando? " refletem uma tentativa equivocada de amenizar o problema, mas na realidade perpetuam o vício.   A dependência é uma doença que altera a neuroquímica do cérebro , tornando impossível o uso moderado. Familiares, movidos por medo ou culpa, muitas vezes caem nas armadilhas da codependência, facilitando o vício ao proteger o dependente das consequências de seus atos – como pagar dívidas ou justificar comportamentos. Essa atitude, embora bem-intencionada, só adia o tratamento e agrava a situação.   O texto destaca que não há "atalhos" ou "doses seguras" para quem já perdeu o controle e que a única solução real é a sobriedade.   Para ...

Dependência química: histórias de superação e transformação

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Dependência química: histórias de superação e transformação O artigo a seguir apresenta  histórias inspiradoras de superação da dependência química e do alcoolismo . Preservei ao máximo a identidade das pessoas que prestaram os depoimentos, evitando identificá-las, embora elas tenham autorizado o “uso do texto” e das “suas imagens”.   Através dos depoimentos, são compartilhadas as jornadas de três indivíduos: Ana , que venceu a dependência química após oito internações frustradas, encontrando durante o próprio internamento o apoio necessário para se tornar terapeuta; Carlos , que superou o alcoolismo após cinco internamentos, utilizando diversas técnicas e hoje atua como voluntário ajudando outros dependentes; e Mariana , que após sete internações e o uso de múltiplas substâncias, reconstruiu sua vida, formando-se em nível superior e trabalhando em uma clínica especializada.   O texto enfatiza que a recuperação é possível com persistência, apoio e conhecimento ...

Uso de medicamentos no tratamento do alcoolismo

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Uso de medicamentos no tratamento do alcoolismo O alcoolismo é um transtorno complexo que exige abordagem multidisciplinar, incluindo medicamentos, terapia psicológica, suporte familiar e social. No Brasil, os fármacos mais prescritos são:   1. Dissulfiram : Causa reações adversas (náuseas, taquicardia) ao ingerir álcool, desencorajando o consumo. Requer comprometimento com a abstinência.   2. Naltrexona : Bloqueia receptores de prazer, reduzindo o  craving  e recaídas. Efeitos colaterais incluem náuseas e risco de hepatotoxicidade em doses altas.   3. Acamprosato : Restaura o equilíbrio neuroquímico, aliviando sintomas de abstinência prolongada (ansiedade, insônia). Pode causar diarreia e tontura.   Algumas medicações são administradas de modo off-label, tais como:   · Topiramato  (antiepiléptico): Reduz consumo de álcool e  craving , mas pode causar efeitos cognitivos.   · Baclofeno  (relaxante muscular):...

Efeito retroativo relativo (ou mitigado) da abstinência

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Efeito retroativo relativo (ou mitigado) da abstinência A vida abstêmia gera efeitos primários e diretos, como o efeito ultrativo da adicção e o efeito retroativo relativo da abstinência .   O efeito ultrativo da adicção ocorre quando consequências da drogadição, como processos criminais ou dívidas, persistem mesmo após muitos anos de sobriedade. Por exemplo, alguém que sofre um acidente ou pratica algum crime sob efeito de drogas pode ser processado anos depois, já abstêmio.   O efeito retroativo da abstinência acontece quando problemas criados durante a adicção como, exemplificando, depressão ou endividamento, são resolvidos com o tempo de sobriedade.   Contudo, sabe-se que a vida abstêmia não resolve todas as mazelas da adicção, pois algumas estão no Ponto cego (ou ponto morto) da abstinência — questões que o simples transcurso do tempo não cura, como certas doenças ou traumas emocionais. Ainda assim, técnicas como perdão, reparação indireta e exemplari...

Qual a diferença entre alcoolismo e binge drinking?

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Qual a diferença entre alcoolismo e binge drinking? O alcoolismo e o binge drinking são padrões distintos de consumo de álcool, frequentemente confundidos. O alcoolismo é uma doença crônica marcada por dependência física e psicológica, enquanto o binge drinking refere-se ao consumo excessivo em um curto período, mesmo que não seja frequente.   A drogadição pode ser dividida em três fases: usuário ocasional, abusivo e dependente (alcoolismo). O binge drinking se enquadra na fase abusiva , definido pelo NIAAA dos EUA como o consumo que eleva a concentração de álcool no sangue para 0,08% ou mais — equivalente a cinco doses (homens) ou quatro (mulheres) em duas horas. No Brasil, isso corresponde a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 40 ml de cachaça consumidos no período de duas horas.   Já o alcoolismo surge de forma gradual, como um executivo que bebe diariamente e passa a depender do álcool, afetando saúde e vida social. A motivação também difere: o binge d...

Diferença entre Codependente e Coabstêmio

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Diferença entre Codependente e Coabstêmio A adicção manifesta-se como um  desarranjo cognitivo-emocional coletivo , contaminando os núcleos afetivos que orbitam o adicto. Assim como a substância corrompeu o indivíduo, seus familiares — espectadores involuntários do processo degenerativo gerado pela  drogadição  — carregarão as cicatrizes invisíveis da convivência com o abuso de drogas e/ou álcool. A codependência, então, emerge como uma  patologia relacional : um emaranhado de emoções distorcidas, padrões de pensamento disfuncionais e laços afetivos com emoções intoxicadas, que perpetuam o sofrimento mútuo entre adictos e pessoas vínculos próximos.   Nesse sentido, a codependência é uma patologia firmada nas emoções, sentimentos, pensamentos, condutas e relacionamentos doentios entre familiares, cônjuges, amigos e seus entes queridos adictos. A codependência, em regra, não é cooperação para o consumo de drogas/álcool. Apesar disso, o codependente é algu...

TRATAMENTO PARA DEPENDÊNCIA: GUIA COMPLETO

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Modelos de tratamento para dependência química e alcoolismo no Brasil: Guia Completo Neste Guia sobre modelos de tratamento da dependência química e alcoólica você receberá informações e noções básicas sobre os seguintes temas:   1. Tratamento ambulatorial (público e particular)   2. Internação hospitalar para desintoxicação   3. Comunidades terapêuticas   4. Grupos de apoio mútuo   5. Terapias alternativas e complementares   6. Internação compulsória e involuntária   Acesse o material na íntegra: TRATAMENTO PARA DEPENDÊNCIA: GUIA COMPLETO (clique aqui e acesse o material) Bons estudos! Escritor: Péricles Ziemmermann