Uma reflexão para familiares: é possível usar drogas ou álcool sem consequências?
Uma reflexão para familiares: é possível usar drogas ou álcool sem
consequências?
Este estudo aborda a ilusão de que um dependente químico ou
alcoólatra pode consumir substâncias de forma controlada. Assim, perguntas
como "Será que ele não pode só beber menos?" ou "E se
ela usar só de vez em quando?" refletem uma tentativa equivocada de
amenizar o problema, mas na realidade perpetuam o vício.
A dependência é uma doença que altera a neuroquímica do cérebro,
tornando impossível o uso moderado. Familiares, movidos por medo ou culpa,
muitas vezes caem nas armadilhas da codependência, facilitando o vício ao
proteger o dependente das consequências de seus atos – como pagar dívidas ou
justificar comportamentos. Essa atitude, embora bem-intencionada, só adia o
tratamento e agrava a situação.
O texto destaca que não há "atalhos" ou "doses
seguras" para quem já perdeu o controle e que a única solução real é a
sobriedade.
Para auxiliar os familiares, existe uma lista de 50 (cinquenta)
estratégias práticas, incluindo busca por apoio profissional (CAPS-AD,
psiquiatras, terapia), participação em grupos (Al-Anon, Nar-Anon), educação
sobre dependência, estabelecimento de limites claros e recursos jurídicos.
O estudo enfatiza a importância do autocuidado e da quebra do ciclo de
codependência, incentivando os familiares a se tornarem "coabstêmios"
– apoiadores da recuperação, não do vício.
A mensagem central do estudo é que proteger o dependente das
consequências do vício só prolonga o sofrimento, enquanto enfrentar o
problema com firmeza e buscar ajuda profissional é o caminho para a
verdadeira recuperação.
Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
