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MATUSALÉM PEREIRA DOS SANTOS

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Mais um Abstemiologista MATUSALÉM PEREIRA DOS SANTOS é um profissional dedicado e inspirador, com uma trajetória marcante na área terapêutica.   Como terapeuta holístico, conselheiro, coordenador e monitor em dependência química , ele une conhecimento e humanização para promover transformações profundas. Em constante evolução, atualmente se dedica aos estudos em psicanálise holística e clínica, bem como psicoterapia, ampliando ainda mais sua expertise.   Com diversos cursos em dependência química e alcoolismo, Matusalém já atuou com excelência em comunidade terapêutica, contribuindo para a recuperação e o bem-estar de muitas pessoas. Atualmente, reside em Montes Claros – MG , onde continua a compartilhar seu valioso trabalho com dedicação e profissionalismo.   Sua abordagem integrada e acolhedora faz dele um referencial na área, aliando técnica e sensibilidade para cuidar da saúde integral.   Detalhe : Matusalém Pereira dos Santos concluiu o cu...

Efeito expansivo da vida abstêmia

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Efeito expansivo da vida abstêmia As ideias que justificam o vício, como “ achar que o consumo de álcool ou drogas só afeta quem usa ”, se espalham facilmente. Mas, da mesma forma, quando alguém escolhe a sobriedade , essa decisão também pode influenciar os outros, criando uma espécie de “ contágio positivo ”. Por exemplo, quando uma pessoa para de usar substâncias, após longos anos de dependência; familiares e amigos também se inspiram e podem adotar uma postura em prol da vida abstêmia — um fenômeno chamado “ abstinência paralela ”.   A sobriedade não só transforma a vida de quem a pratica, mas também gera um efeito expansivo . Esse efeito acontece de 02 (duas) formas : subjetivamente , quando a mudança de um indivíduo motiva outros a pararem, e objetivamente , quando a abstinência melhora diversas áreas da vida, como relacionamentos, saúde e crescimento pessoal. Assim, a escolha de ficar longe das drogas e do álcool não beneficia apenas quem faz essa opção, mas também ...

Todo adicto precisa ser internado?

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Todo adicto precisa ser internado?   Nem todo adicto precisa ser internado , mas em alguns casos a internação se torna necessária. Antes de tomar essa decisão, é fundamental avaliar a situação atual da pessoa considerando diversos fatores. Quando indicado clinicamente, existem 03 (três) tipos de internação: voluntária (quando o paciente aceita), involuntária (decisão da família com aval médico) e compulsória (determinação judicial). No Brasil, isso é regulado por lei específica.   É importante entender que internação e tratamento são coisas diferentes. A internação serve principalmente para proteger o adicto em momentos críticos, proporcionando desintoxicação e afastamento de situações perigosas , além de trazer benefícios indiretos como melhora cognitiva e restabelecimento de relações familiares. No entanto, por si só, a internação não resolve o problema - ela precisa vir acompanhada de um tratamento adequado .   O tratamento verdadeiro envolve a com...

Se meu familiar recaiu, ele precisa ser internado?

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Se meu familiar recaiu, ele precisa ser internado? É preciso discutir sobre a necessidade ou não de internação após uma recaída , analisando tanto a perspectiva da pessoa que recaiu quanto a dos familiares e terapeutas. A dúvida sobre nova internação ( reinternação ) é comum e o objetivo aqui é incentivar uma reflexão sobre o tema.   O internamento possui como duplo efeito direto a desintoxicação e a cessação da periculosidade . Nesse diapasão, a reinternação também possui os mesmos efeitos diretos.   Podemos fazer uma análise bem singela: se a recaída for prolongada durando várias semanas ou meses, a reinternação pode ser necessária; mas em casos curtos em que a recaída durou poucas horas ou dias, pode não haver reinternação. Essa análise é superficial demais porque só leva em consideração o critério cronológico da recaída. Assim, caso haja complicações graves como prisão, prática de crimes, overdose ou agravamento de comorbidades também se recomenda a reint...

Escada abstemiológica: parte positiva e parte negativa

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Escada abstemiológica: parte positiva e parte negativa Ao estudar a escada abstemiológica , nota-se que é possível dividi-la em 02 (duas) partes básicas: uma relacionada à drogadição e outra à abstinência . Para facilitar a compreensão, a parte da drogadição é subdividida em 03 (três) etapas: mero usuário, usuário abusivo e adicto . Essa classificação busca abranger todas as pessoas que consomem drogas ou álcool, independentemente de qualquer critério de enquadramento. Reconheço, porém, que o termo “mero usuário” pode ser problemático, pois nenhum uso de substâncias é totalmente inofensivo, já que sempre há potencial de dano biológico, psicológico ou social. Ainda assim, optamos por esse termo para evitar expressões como “uso recreacional”, que banalizam o consumo.   Na parte positiva da escada abstemiológica , estão os abstêmios, classificados em 05 (cinco) fases : abstêmio mínimo (em desintoxicação), abstemenor (fase inicial, ainda neutralizando a ideologia da adicçã...

Síndrome da rotatividade terapêutica

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  Síndrome da rotatividade terapêutica A síndrome da rotatividade terapêutica é um padrão comportamental em que a pessoa manipula o sistema de apoio, alternando frequentemente entre profissionais e tratamentos para evitar um acompanhamento consistente . Segundo a Abstemiologia , isso impede a formação de um vínculo terapêutico sólido , dificultando a identificação de estratégias de evitação e manipulação . A família, ao perceber o engano, sente constrangimento em retomar contato com profissionais anteriores, perpetuando um ciclo de recaídas e falsos recomeços .   Um caso real ilustra esse fenômeno: um paciente passa por várias clínicas, mostra melhora superficial, depois cria conflitos ou justifica recaídas, enquanto a família, frustrada, busca incessantemente novos tratamentos. Essa rotatividade permite ao paciente evitar enfrentar os reais problemas por trás do vício, como traumas não resolvidos. A família, exausta e endividada, acaba desacreditando no sistema, enquant...

O que faço se meu familiar for adicto?

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O que faço se meu familiar for adicto?   Os estudos de Abstemiologia destacam que lidar com um familiar dependente requer conhecimento, paciência e estratégia . O primeiro passo é reconhecer o problema, evitando minimizá-lo ou negá-lo, pois muitas famílias justificam o comportamento do dependente, adiando a busca por ajuda e prolongando o sofrimento. A adicção é um transtorno que surge pela falta de informação . O tratamento pode ser eficaz se iniciado precocemente , embora muitas famílias demorem a agir, muitas vezes devido à " cegueira deliberada ", esperando que o problema se resolva sozinho. Quando a dependência persiste por muito tempo, o tratamento se torna mais difícil devido aos danos agravados pelo vício.   Para ajudar um familiar adicto, é essencial oferecer informações , pois esclarecimento, lucidez e autopercepção são fundamentais no tratamento. Em alguns casos, recomenda-se internação, medicação (especialmente em comorbidades), grupos terapêuticos ou ter...