Todo adicto precisa ser internado?

Todo adicto precisa ser internado?

 


Nem todo adicto precisa ser internado, mas em alguns casos a internação se torna necessária. Antes de tomar essa decisão, é fundamental avaliar a situação atual da pessoa considerando diversos fatores. Quando indicado clinicamente, existem 03 (três) tipos de internação: voluntária (quando o paciente aceita), involuntária (decisão da família com aval médico) e compulsória (determinação judicial). No Brasil, isso é regulado por lei específica.

 

É importante entender que internação e tratamento são coisas diferentes. A internação serve principalmente para proteger o adicto em momentos críticos, proporcionando desintoxicação e afastamento de situações perigosas, além de trazer benefícios indiretos como melhora cognitiva e restabelecimento de relações familiares. No entanto, por si só, a internação não resolve o problema - ela precisa vir acompanhada de um tratamento adequado.

 

O tratamento verdadeiro envolve a compreensão de técnicas abstemiológicas para manter a sobriedade a longo prazo, bem como terapia individual, grupos de apoio, tratamento ambulatorial e outras abordagens. Internar alguém em um local que não ofereça esses recursos é ineficaz e contraproducente.

 

A internação se mostra necessária em casos graves em que existe riscos graves (overdose, surtos psicóticos), quando a pessoa já tentou outros tratamentos sem sucesso, ou quando o ambiente em que o dependente vive favorece o vício. Porém, cada caso é único e a melhor abordagem deve ser decidida com ajuda profissional, considerando a gravidade da situação e a disposição do adicto em se tratar. O mais importante é entender que a internação é apenas uma das ferramentas disponíveis para o processo de recuperação, não a solução definitiva.

 

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Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann