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Escada abstemiológica: parte positiva e parte negativa

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Escada abstemiológica: parte positiva e parte negativa   Ao estudar a escada abstemiológica , nota-se que é possível dividi-la em 02 (duas) partes básicas: uma relacionada à drogadição e outra à abstinência . Para facilitar a compreensão, a parte da drogadição é subdividida em 03 (três) etapas: mero usuário, usuário abusivo e adicto . Essa classificação busca abranger todas as pessoas que consomem drogas ou álcool, independentemente de qualquer critério de enquadramento. Reconheço, porém, que o termo “mero usuário” pode ser problemático, pois nenhum uso de substâncias é totalmente inofensivo, já que sempre há potencial de dano biológico, psicológico ou social. Ainda assim, optamos por esse termo para evitar expressões como “uso recreacional”, que banalizam o consumo. Na parte positiva da escada abstemiológica , estão os abstêmios, classificados em 05 (cinco) fases : abstêmio mínimo (em desintoxicação), abstemenor (fase inicial, ainda neutralizando a ideologia da adicção)...

Síndrome da rotatividade terapêutica

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Síndrome da rotatividade terapêutica A síndrome da rotatividade terapêutica é um padrão comportamental em que a pessoa manipula o sistema de apoio, alternando frequentemente entre profissionais e tratamentos para evitar um acompanhamento consistente . Segundo a Abstemiologia, isso impede a formação de um vínculo terapêutico sólido , dificultando a identificação de estratégias de evitação e manipulação . A família, ao perceber o engano, sente constrangimento em retomar contato com profissionais anteriores, perpetuando um ciclo de recaídas e falsos recomeços .   Um caso real ilustra esse fenômeno: um paciente passa por várias clínicas, mostra melhora superficial, depois cria conflitos ou justifica recaídas, enquanto a família, frustrada, busca incessantemente novos tratamentos. Essa rotatividade permite ao paciente evitar enfrentar os reais problemas por trás do vício, como traumas não resolvidos. A família, exausta e endividada, acaba desacreditando no sistema, enquanto o pa...

Substituição da subcultura adicta

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Substituição da subcultura adicta A adicção também consiste em ser um fenômeno social, de modo a estabelecer certas características e linguagens próprias, como qualquer outra circunstância ou evento social. Assim sendo, a adicção tem gírias, linguagem, expressão verbal, formas sociais de manifestação e locais próprios para consumo de drogas/álcool. Toda essa (sub)cultura adicta, durante o processo de abstinência, deverá ser substituída por outra forma de interação com o meio, outros conceitos e outras expressões de linguagem.   A (sub)cultura adicta consiste no conjunto de todos os elementos que compõem o universo da drogadição, tais como: expressões corporais, frases de efeito, crenças, pensamentos, sentimentos, prazeres, amizades, locais preferidos, filmes preferidos, músicas, acontecimentos, modelos de pessoas ou profissões escolhidas. É tudo que pode ser associado à drogadição. É tudo aquilo em que o adicto acredita ou o que ele tenha por verdadeiro. Esse somatório de...

Síndrome do retorno ao ninho no processo abstêmio

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Síndrome do retorno ao ninho no processo abstêmio Este tema foi publicado como artigo especial da Revista do Amor-Exigente em Fevereiro de 2023 .   Essa síndrome representa o inverso da síndrome do “ninho vazio” e ocorre quando o abstêmio retorna ao convívio dos pais ou familiares após longo período de afastamento.   Exemplos de manifestação dessa síndrome : o filho que volta a morar com os pais depois do divórcio e de vários internamentos, a filha que volta a morar com familiares depois de ter passado longo período internado em clínicas ou comunidades terapêuticas ou o marido que volta para casa depois que a adicção o fez morar “na rua” por muitos anos.   Essa síndrome consiste no restabelecimento de cordões umbilicais emocionais que já haviam sido cortados ou na necessidade de readequação de papeis familiares.   Leia esse artigo na íntegra e entenda mais sobre o tema. Síndrome do retorno ao ninho no processo abstêmio (CLIQUE AQUI E LEIA O...

Interlocutores de sobriedade

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Interlocutores de sobriedade O estudo da Abstemiologia® sobre " Interlocutores de Sobriedade " refere-se ao tratamento da toxicodependência e alcoolismo, focando especialmente nos desafios enfrentados por abstêmios novatos diante da enxurrada de conselhos bem-intencionados, mas muitas vezes desinformados, que recebem de terceiros.   O estudo explica que, na comunicação durante a vida abstêmia, existem dois conjuntos de comunicadores: primeiro, a interação entre os próprios abstêmios , quando os mais experientes auxiliam os novatos em uma relação de mão dupla; e segundo, a comunicação multilateral com profissionais e amadores como familiares, terapeutas, religiosos e médicos, cada um com suas perspectivas e especialidades, o que pode gerar ambiguidade e confusão.   Diante disso, o estudo propõe que o foco principal do abstêmio deve ser manter-se em sobriedade, e para ajudá-lo nessa missão, o artigo apresenta a solução dos " Interlocutores de Sobriedade ...

Agenciamento e Gerenciamento da sobriedade

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Agenciamento e Gerenciamento da sobriedade Este artigo aborda a recuperação da adicção distinguindo 02 (duas) fases complementares: o agenciamento e o gerenciamento da sobriedade.   O agenciamento caracteriza-se pela necessidade de mediação, suporte e contenção externa, ocorrendo quando o indivíduo ainda não consegue administrar sozinho a vida abstêmia. Nesse estágio, a sobriedade se apoia em estruturas como clínicas de reabilitação, acompanhamento médico intensivo e grupos de mútua ajuda, que oferecem amparo emergencial para conter crises de fissura e viabilizar a desintoxicação — algo essencial sobretudo nas fases iniciais de abstêmio mínimo e abstemenor.   Já o gerenciamento surge quando o foco migra do amparo emergencial para a administração consciente e diária do novo estilo de vida, baseando-se no autoconhecimento e na autogerência . É importante destaca que, a bem da verdade, o gerenciamento consiste em autogerenciamento , pois o objetivo é a recuperaç...

Alcoolismo feminino

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Alcoolismo feminino O alcoolismo feminino apresenta particularidades biológicas, sociais e emocionais que demandam uma abordagem específica no processo de recuperação.   Fisiologicamente , a menor proporção de água, a maior porcentagem de gordura e a menor concentração da enzima desidrogenase alcoólica gástrica no organismo feminino tornam as mulheres mais vulneráveis aos efeitos do álcool, acelerando o desenvolvimento da dependência e de patologias graves.   No âmbito social , o estigma de gênero, associado à culpa e à reprovação moral, atua como uma barreira que isola a mulher e dificulta a busca por ajuda, levando-a frequentemente a consumir bebidas alcoólicas na intimidade do lar.   Históricos de traumas e comorbidades psiquiátricas também possuem forte correlação com esse cenário.   Em grupos de apoio mistos , observa-se frequentemente o desconforto feminino para compartilhar vivências íntimas, justificando a importância de espaços exclusiv...