Antimanicomial

A luta antimanicomial e a análise multifatorial da internação à luz da abstemiologia



Este artigo propõe uma reflexão profunda sobre a convergência entre a luta antimanicomial e os estudos de abstemiologia. Alinhado aos avanços da Lei nº 10.216/2001 e à reforma psiquiátrica brasileira, compreendo que devemos superar — em grande parte — o modelo asilar, focado exclusivamente no isolamento e na anulação da subjetividade, em prol de um cuidado pautado na liberdade, na dignidade existencial e na reintegração social.

 

Considero fundamental a distinção entre internamento e tratamento. Vejo o internamento como uma medida emergencial, temporária e protetiva, restrita à desintoxicação física e à contenção imediata de riscos (periculosidade). O tratamento, por sua vez, constitui um constructo muito mais amplo, pedagógico e contínuo, que utiliza psicoeducação, terapias e redes de apoio comunitário para ensinar o indivíduo a manter a sobriedade continuada.

 

Defendo que a internação se justifique apenas em situações excepcionais e episódicas — como surtos psicóticos ativos ou risco iminente de overdose —, exigindo sempre uma rigorosa avaliação médica e análise multifatorial. Assim, nem todo internamento apresenta tratamento adequado, além do mais, nem todo tratamento se pauta exclusivamente em internamento.

 

Questões como a síndrome da rotatividade terapêutica e o efeito institucionalizador decorrente de múltiplos internamentos também são abordados neste estudo.

 

O objetivo final da pessoa que deseja superar a dependência é a construção de uma sobriedade continuada capaz de promover a emancipação e a plena autonomia do sujeito. Para que isso ocorra, é necessário o angariamento de informações técnicas. Não é apenas o dependente que precisa de informação, mas a família também.

 

Leia o artigo na íntegra e entenda tudo isso com detalhes.


A LUTA ANTIMANICOMIAL (CLIQUE AQUI E ACESSE O MATERIAL NA ÍNTEGRA)

 

Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann