O que "é" e o que "não é" síndrome de abstinência

O que "é" e o que "não é" síndrome de abstinência



O que "é" e o que "não é" síndrome de abstinência, sobre essa questão pedimos que o leitor tenha a “mente aberta” porque vamos apresentar um raciocínio “fora da caixa”.

 

Este estudo propõe uma mudança de paradigma na compreensão da chamada "síndrome de abstinência", argumentando que o termo é tecnicamente impreciso sob a ótica abstemiológica. Defendo arduamente que a abstinência, a sobriedade e a vida abstêmia são soluções e estados de equilíbrio, não podendo ser a causa de uma patologia; logo, os sintomas físicos, psíquicos e sociais que surgem com a interrupção do uso da droga de eleição são, na verdade, efeitos residuais e acumulados do período de adicção.

 

Dessa forma, o que se convencionou chamar de “síndrome de abstinência” seria somente o reflexo do tempo e da intensidade da drogadição anterior, mas que apenas se manifesta no momento em que o consumo é interrompido. A vida abstêmia (abstinência) corresponde ao momento em que a síndrome se manifesta, mas não é a causa primordial da crise. As pessoas que nunca usaram drogas ou álcool, vivem em abstinência ou sobriedade e nunca passaram pela “síndrome de abstinência”. Quem usou em excesso e por muito tempo a droga de eleição, terá uma síndrome muito mais severa do que quem utilizou em pouca quantidade e por curto espaço de tempo. Logo, essa síndrome não se refere à abstinência, mas à intensidade da drogadição.

 

A manutenção da nomenclatura atual cria uma barreira psicológica ao sugerir que a "interrupção do consumo" causa o sofrimento, quando, na realidade, o mal-estar é o "preço inevitável" da toxicidade prévia. Além dos aspectos biológicos, é necessário ampliar o conceito referente a essa síndrome para incluir danos sociais e afetivos, como desemprego e divórcio, tratando-os como efeitos ultrativos da adicção. Embora a nomenclatura de tal síndrome seja amplamente utilizada no campo médico tradicional, é imperioso apresentar uma visão crítica que humanize o processo de desintoxicação e desvincule a ideia de que estar abstêmio é um problema. É isso o que esse estudo fez.

 

Recomendo a leitura do material na íntegra.


O que "é" e o que "não é" síndrome de abstinência (CLIQUE AQUI E LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA)

 

Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann