Nível dos efeitos da recaída

Nível dos efeitos da recaída



A teoria do nível dos efeitos da recaída estabelece que, embora todo retorno ao uso de substâncias seja um evento de extrema gravidade, as consequências geradas podem ser mensuradas e classificadas conforme critérios objetivos e cronológicos.

 

A recaída é compreendida como um processo progressivo que culmina na reintoxicação física, mas cujos impactos variam entre moderados, graves e gravíssimos. Os efeitos moderados são aqueles superáveis com o tempo e o retorno à sobriedade; os graves afetam conquistas consolidadas, como emprego e relações; e os gravíssimos envolvem danos permanentes, como crimes, novas comorbidades ou morte.

 

Refuto de forma veemente a diferenciação entre "lapso" e recaída, argumentando que o conceito de lapso é um erro técnico e ético que banaliza a reintoxicação e fragiliza o processo terapêutico. Mesmo um consumo de poucos minutos pode resultar em consequências irreversíveis, como uma overdose ou prisão, o que invalida a ideia de um "deslize aceitável". Além disso, a facilidade de retorno à vida abstêmia não depende estritamente do tempo prévio de sobriedade (lastro abstêmio), mas sim da qualidade do vínculo do indivíduo com sua recuperação (nexo de displicência baixo), conforme ensinam as teorias do lastro abstêmio e da dissonância patente.

 

Em última análise, a classificação dos efeitos serve para mensurar danos, mas jamais para justificar ou permitir qualquer nível de consumo, reafirmando que não existe uso seguro para o dependente em recuperação.

 

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Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann