Da anomia à sobriedade

Da anomia à sobriedade: análise durkheimiana da dependência 



Tema avançado de Abstemiologia

 

Este artigo propõe uma interpretação sociológica da dependência a partir da perspectiva durkheimiana, compreendendo-a como um estado de anomia social, caracterizado pelo colapso dos vínculos e da integração normativa, que leva o indivíduo a buscar na substância um falso princípio de organização. Nesse sentido, o vício não se ancora apenas no corpo, mas na dissolução dos laços sociais, transformando a compulsão em um ritual solitário e autofágico que aprofunda a desconexão.

 

Em contrapartida, a sobriedade é apresentada não como mera privação, mas como a reconstrução de um arcabouço relacional e ético que reinsere o indivíduo em uma teia de pertencimento e finalidade compartilhada. Enquanto a socialização inicial entre usuários baseia-se em uma solidariedade mecânica frágil e desagregadora a longo prazo, a recuperação bem-sucedida exige a formação de um "esqueleto moral" sustentado por critérios éticos, racionais, relacionais e espirituais.

 

A sobriedade durkheimiana, como o texto explica, opera pela substituição de rituais autofágicos por ritos de reintegração e pela transição de um controle externo para uma convicção ética internalizada, restabelecendo a solidariedade orgânica e a plenitude relacional como bases para uma vida abstêmia natural e perene.

 

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Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann