Abstinência aberta e abstinência fechada

Abstinência aberta e abstinência fechada



Este estudo apresenta uma reflexão sobre as diferentes circunstâncias que envolvem a vida de pessoas em processo de abstinência, propondo 02 (dois) conceitos centrais para compreender como o ambiente influencia a manutenção da sobriedade: a abstinência fechada e a abstinência aberta.

 

A abstinência fechada ocorre em ambientes especificamente destinados ao desenvolvimento e à proteção da sobriedade, como clínicas de reabilitação, comunidades terapêuticas, consultórios e grupos de apoio. Esses locais são criados com o propósito explícito de acolher pessoas em recuperação, oferecendo um espaço de maior proteção e menor exposição a riscos, embora possam envolver interações que reforcem uma identidade passada ligada ao consumo.

 

Já a abstinência aberta se desenvolve em ambientes que não são originalmente voltados para a sobriedade, mas que, indiretamente, atuam como facilitadores ou precursores desse processo, como academias esportivas, igrejas, escolas, bibliotecas e locais de trabalho. Esses espaços oferecem menos proteção direta e maior exposição a possíveis gatilhos, porém promovem saúde, bem-estar e inserção social, afastando naturalmente o indivíduo do contexto da drogadição.

 

A distinção entre esses dois modelos é fundamental para a formulação de políticas públicas mais eficazes e sensíveis à realidade dos abstêmios. Ademais, aponto que muitas pesquisas científicas sobre abstinência e sobriedade se limitam a coletar dados em ambientes de abstinência fechada, ignorando a diversidade de trajetórias e contextos vividos por pessoas em abstinência aberta, o que pode gerar conclusões limitadas ou enviesadas.

 

Além disso, fica a sugestão de que o poder público adote medidas como subsídios fiscais e benefícios tributários tanto para instituições de abstinência fechada quanto para espaços de abstinência aberta, reconhecendo seu papel na manutenção da sobriedade. Entre as propostas apresentadas no estudo, estão a criação de áreas de proteção ao redor desses locais, com restrição à venda de bebidas alcoólicas, e a valorização dos profissionais que atuam exclusivamente nesses ambientes, por meio de incentivos previdenciários e fiscais, considerando sua contribuição para a reintegração social e econômica das pessoas em recuperação.

 

Por fim, concluo o estudo explicando que as circunstâncias que salvaguardam a abstinência variam significativamente conforme o ambiente, sendo essencial compreender essas diferenças para oferecer suporte adequado e promover políticas que realmente atendam às necessidades dos abstêmios em sua diversidade de experiências.

 

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Abstinência aberta e abstinência fechada (CLIQUE AQUI E LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA)


Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann