Síndrome da alienação parental aplicada ao processo abstêmio
Síndrome da alienação parental aplicada ao processo abstêmio
Essa dinâmica funciona como um mecanismo
de defesa coletivo diante da impotência causada pela adicção. Muitas vezes,
a figura do codependente facilitador alimenta o ciclo ao proteger o
dependente das consequências de seus atos enquanto ataca outros familiares,
como ocorre no exemplo de pais com abordagens opostas (rigidez versus
superproteção). Essa desunião cria uma "cortina de fumaça" que o
próprio dependente pode utilizar para desviar o foco de sua responsabilidade,
configurando o que o próprio texto denomina como codependência inversa.
Além disso, pode surgir a autoalienação do cuidador principal, que se
isola como o único "salvador" capaz de entender o adicto,
invalidando outras formas de ajuda.
Em suma, a abstemiologia alerta que a
busca por culpados é inútil e danosa, pois transforma o tratamento em uma
disputa de egos e poder. O agravamento dessa síndrome ocorre principalmente em
casos de recaídas sucessivas, fechando o sistema familiar para
intervenções externas eficazes.
A conclusão do estudo enfatiza que o sucesso
da vida abstêmia depende da saúde do sistema familiar como um todo,
exigindo que os parentes abandonem as acusações mútuas e unam esforços para
criar um ambiente de apoio real, pautado na honestidade sobre as próprias
limitações e no estabelecimento de limites claros.
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Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann