Deslocamento vetorial da desintoxicação
Videoaula: Teoria do deslocamento
vetorial da desintoxicação
Tema avançado de abstemiologia
A teoria do deslocamento vetorial da
desintoxicação propõe que o tratamento para dependência química não
pode ser uniforme em absolutamente toda e qualquer situação, sobretudo se
compararmos 02 (duas) situações distintas: uma pessoa com longos anos de
adicção (15 anos de drogadição) e outra que, após um período prolongado
de sobriedade (18 anos de sobriedade), sofre uma recaída. O deslocamento
vetorial da desintoxicação afirma que quem recai após uma vida abstêmia
prolongada não retorna ao mesmo ponto de partida de que está saindo da
adicção. Quem possui uma longa sobriedade já possui lucidez abstêmia
consolidada — ou seja, já vivenciou os benefícios e o caminho da sobriedade.
Enquanto a desintoxicação para
o adicto exige uma transformação biopsicossocioespiritual profunda, para
quem recai após um longo período de sobriedade, é necessária uma detoxificação,
focada na eliminação de substâncias do organismo, sem a mesma necessidade de
reeducação existencial. O deslocamento vetorial da desintoxicação utiliza, como
base, a teoria do lastro abstêmio, que recalcula o histórico de sobriedade
considerando o período anterior, o número de recaídas e a gravidade dos
efeitos, reclassificando o indivíduo sem lançá-lo, obrigatoriamente, ao início
do processo.
Em síntese, a teoria do deslocamento
vetorial da desintoxicação serve como um mecanismo de (auto)diagnóstico,
reclassificação e personalização do tratamento, garantindo que a abordagem seja
adequada à realidade específica de cada pessoa, evitando intervenções
padronizadas e sabidamente ineficazes.
Assista a videoaula sobre o tema
e entenda tudo isso com detalhes.
Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
