ALCOOLISMO FEMININO
Você conhece o trabalho realizado pelas
páginas: ALCOOLISMO FEMININO, ANTES DA SAIDEIRA e ABSTEMIOLOGIA?
Este vídeo é um encontro online
entre três grandes páginas: Alcoolismo Feminino, Antes da Saideira e
Abstemiologia. Discutimos o aumento e as particularidades do alcoolismo
entre mulheres, especialmente no contexto da pandemia.
Grazi Santoro,
sóbria há quase duas décadas, conta que o projeto nasceu de uma "dor"
pessoal ao ver poucas mulheres buscando ajuda em comparação com os homens.
Inclusive, menciona uma pesquisa indicando o aumento de mais de 40% no alcoolismo
feminino nos dez anos anteriores. O projeto foi fundado em fevereiro de
2020 e utiliza as redes sociais para mostrar que "existe uma vida
feliz sem álcool". A psicóloga Cláudia observa que o isolamento
social da pandemia aumentou o consumo de álcool e levou mais mulheres, curiosas
ou assustadas com a frequência de consumo, a buscarem a página do “Alcoolismo
Feminino”.
No decorrer do vídeo são discutidas especificidades
do alcoolismo feminino, tais como:
• Estigma e preconceito: A
psicóloga Cláudia afirma que o tratamento foi planejado inicialmente para
homens e que a mulher carrega um estigma e um preconceito social muito maior
que eles, o que dificulta o investimento e apoio familiar em seu tratamento.
• Fisiologia: As mulheres tendem
a buscar tratamento mais tarde e possuem características biológicas (mais
gordura corporal, menos água e menor quantidade de uma enzima que filtra o
álcool) que fazem com que a substância prejudique mais rapidamente o organismo
feminino.
• Inibição em salas mistas:
Grazi e Denise, que buscaram ajuda em salas mistas (com homens e mulheres),
confirmam que sentiam vergonha e não falavam abertamente sobre certos detalhes
de suas vidas por medo de serem julgadas. O grupo exclusivamente feminino
oferece um espaço mais seguro para a partilha das mulheres.
• Banalização e falso empoderamento:
Os participantes concordam que a comunicação atual banaliza o consumo de
álcool, frequentemente associando-o ao empoderamento feminino de forma
equivocada, como uma recompensa ou troféu, o que intensifica o problema. Grazi
menciona que as lives de cantores durante a pandemia serviram como gatilho
para a recaída ou aumento do consumo em muitas mulheres que procuraram o
projeto.
• Desafios na abstemiologia: Muitas
mulheres em abstinência estão reportando baixa autoestima devido ao ganho de
peso durante o isolamento e sentindo "fissura" (vontade de beber),
além de buscarem ajuda por problemas de violência doméstica ou preocupação com
o consumo excessivo de seus entes.
O vídeo foi produzido durante a
pandemia e isolamento social, mas se mantém atual em todos seus aspectos.
Assista ao vídeo na íntegra e
entenda tudo isso com detalhes.
Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
