13º Passo
Décimo terceiro passo (Passo cosmoético
da Abstemiologia)
Imagine que determinada pessoa
desenvolveu dependência de drogas ou álcool dos 16 aos 31 anos de idade, ou
seja, progrediu pelas fases de mero usuário, usuário abusivo e adicto,
totalizando, assim, 15 anos como período de drogadição. Durante 15 anos essa
pessoa, aqui exemplificada, utilizou sua droga de eleição.
Então, surge a seguinte tese: “é perfeitamente
possível que um indivíduo permaneça em estado de sobriedade continuada
pelo mesmo período em que usou substâncias, ou até por muito mais tempo”. Assim,
no caso exemplificado, se uma pessoa utilizou drogas ou álcool por 15 anos,
pode permanecer em sobriedade por 15 anos, ou muito mais. Desta maneira, é
evidente que o “tempo total de uso” não é uma sentença perpétua já que pode
ser superado por um tempo igual ou maior de vida abstêmia.
Para entender esse estudo, em sua
completude, faz-se necessário compreender os dois conceitos-chave:
• Mega-abstêmio ou pós-abstêmio:
É a pessoa que atinge e ultrapassa em tempo de sobriedade o período que
esteve em drogadição. Quando o tempo de vida abstêmia se iguala ao de uso, a
pessoa atinge um marco (Ponto “Z” da escada abstêmia); ao superá-lo, torna-se
um "mega-abstêmio", simbolizando a maximização de seu processo
evolutivo de recuperação.
• O 13º Passo: Este é um
conceito criado como uma extensão cronológica do conhecido 12º passo
(que, em grupos terapêuticos, representa levar a mensagem de recuperação a
outros). O 13º passo ocorre especificamente após o indivíduo cruzar o Ponto
“Z" – o momento em que seu tempo de vida abstêmia supera o tempo de
dependência. Atingir esse marco transforma a pessoa em um megaexemplo,
capacitando-a para uma atuação assistencial mais profunda, denominada "assistência
cosmoética".
Concluindo, o pós-abstêmio, por
seu longo período de sobriedade, deixa de propagar ideais associados ao uso de
drogas ("ideais drogaditos") e passa a "espargir sementes
abstêmias", ou seja, seu exemplo e sua ajuda são fundamentalmente
baseados na ética e na experiência consolidada da recuperação de longa
duração. Portanto, este estudo representa uma mensagem de esperança e um
modelo conceitual que enxerga a recuperação não apenas como cessar o uso, mas
como uma jornada evolutiva que pode, com o tempo, superar em qualidade e
duração o período de dependência.
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Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
