Codependente facilitador

Codependente facilitador



No contexto da dependência química e alcoólica, a figura do codependente facilitador corresponde a um agravante na recuperação já que sinaliza um comportamento extremamente prejudicial ao dependente ou alcoolista.

 

A dinâmica patológica dessa relação funciona assim: movido por um profundo senso de preocupação e amor, o familiar ou amigo (codependente) adota um padrão de comportamento que, na tentativa de ajudar, acaba por perpetuar o ciclo do vício. O codependente facilitador age ativamente no mundo real para amortecer ou eliminar as consequências naturais dos atos do dependente.

 

Os atos de facilitação incluem situações como: pagar dívidas, mentir para empregadores, assumir responsabilidades, encobrir atitudes antiéticas ou, até mesmo, burlar normas legais. Esse comportamento “supostamente protetor”, remove a dor imediata que poderia servir de catalisador para a recuperação. Tecnicamente, isso evita a benesse da alavancagem abstemiológica já que afasta temporariamente o famigerado "fundo do poço" terapêutico.

 

Os estudos da abstemiologia oferecem caminhos para a ruptura dessa dinâmica. Para a abstemiologia, a recuperação é um processo sistêmico que deve incluir o codependente, pois seu padrão disfuncional mina a autonomia e a responsabilidade do dependente. A intervenção abstemiológica, portanto, foca na recuperação do próprio codependente, que deve buscar autoconhecimento e apoio, por meio de terapia ou grupos, para substituir a facilitação patológica por um "amor-exigente" prático. Isto envolve estabelecer limites claros e permitir que o dependente enfrente as consequências de seus atos.

 

A jornada em direção à sobriedade continuada só pode ser verdadeiramente iniciada quando ambos, dependente e codependente, embarcam em paralelo em seus próprios caminhos de recuperação, restaurando a saúde de todo o sistema familiar.


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Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann