Princípio da não vitimização do abstêmio
Princípio da não vitimização do abstêmio
É
importante informar que o indivíduo com dependência química não deve ser
visto como vítima, mas sim como uma pessoa com a saúde mental
fragilizada em decorrência do uso de substâncias, caracterizando-se como uma
condição de doença mental, frequentemente associada a comorbidades. Da
mesma forma, a pessoa em abstinência —
vivendo a vida abstêmia — também não deve assumir o papel de
vítima, evitando ao máximo manifestações de autopiedade.
Para
os estudos de abstemiologia, rejeita-se a ideia de que a sobriedade é um
processo de sofrimento. Pelo contrário, argumenta-se que o sofrimento
verdadeiro ocorreu durante o período de consumo descontrolado, e que a vida
abstêmia possibilita a interrupção e a redução dessas mazelas. Embora a
sobriedade não resolva todos os problemas originados pela adicção (ponto
cego da abstinência), ela é capaz de estagnar e redimir grande parte dos
danos causados ao próprio indivíduo, à família e aos amigos.
A
necessidade de se manter abstêmio não constitui uma punição, nem deve ser
instrumentalizada para gerar compaixão alheia. Mais uma vez, deve-se pensar de
forma contrária, ou seja, a sobriedade representa a superação da dependência e eventuais
restrições impostas ao abstêmio não significam perda de liberdade, mas
funcionam como mecanismos de proteção para evitar uma recaída ou retorno
à adicção.
O
processo abstêmio é incompatível com sentimentos de culpa ou
vitimização, sendo fundamental romper com a autopiedade e a
autossabotagem – partes do triângulo do fracasso abstêmio – para que se
consolide uma vida sóbria.
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Princípio da não vitimização do abstêmio (LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA - CLIQUE AQUI)
Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
