Caminhos da abstinência: modelo oblíquo

Caminhos da abstinência: modelo oblíquo



Existem vários modelos de caminho da abstinência (pathway of abstinence), tais como: modelo objetivo, modelo subjetivo, modelo axiológico e modelo desviante. Aqui e agora, analisarei o modelo oblíquo.

 

O modelo oblíquo analisa o caminho da abstinência através da escada abstêmia, porém como foco nos momentos mais peculiares da vida abstêmia e onde ocorre alguma mudança evolutiva de modo significativo capaz de representar a alteração no sistema ideológico do indivíduo. Por exemplo, o fim da desintoxicação física (ponto “R”); a superação de ciclos empíricos de 30, 60, 90 e 120 dias; a análise comparativa entre tempo de vida abstêmia e tempo de drogadição (ponto “Z”) e o autorreconhecimento consciencial da necessidade de permanecer abstêmio (ponto “X”). O modelo oblíquo, portanto, é um mecanismo apto para analisar essas fases, sendo composto por 05 (cinco) pontos principais.

 

O Ponto "F" representa o fim da fase de adicção, sendo um marco inicial representado pelo óbito do adicto ou surgimento de vida abstêmia. É descrito como o momento da primeira manifestação de lucidez abstêmia, frequentemente acompanhado de insights e marca o início do período de abstêmio mínimo.

 

O Ponto "R+02" ou "R+03" refere-se ao período empírico de dois ou três anos de vida abstêmia, considerado relevante devido à tendência de os abstêmios que o atingem permanecerem sóbrios por um longo tempo. Quem atinge dois ou três anos de sobriedade aumenta bastante a probabilidade de permanecer nessa condição. É um prognóstico positivo de sobriedade.

 

O Ponto "X" é definido como o momento em que a pessoa se torna um abstêmio maior real, tomando a decisão consciencial de viver em abstinência, o que configura uma mudança de status entre Homo abstemius coacto para Homo abstemius voluntariis.

 

O Ponto “Y” representa o momento em que o tempo de adicção (Ad) se iguala ao tempo de vida abstêmia (Ab), ou seja, [Ad=Ab]. O Ponto "Z", por sua vez, é caracterizado como o momento em que o tempo de drogadição (D) se iguala ao tempo de vida abstêmia (Ab), ou seja, [D=Ab]. Ambos representam datas variáveis para cada indivíduo, dependendo da extensão do seu lapso temporal de uso de substâncias.

 

Embora existam diversas formas de contextualizar a superação da dependência química ou alcoólica, o modelo oblíquo permite compreendê-la através de etapas sucessivas e específicas, enfatizando a importância de reconhecer e analisar cada uma dessas fases evolutivas na jornada do abstêmio.

 

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Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann