Efeito túnel na adicção
Efeito túnel: a visão de funil na mente do adicto
O efeito túnel na adicção se manifesta através de pensamentos
como: “Eu trabalho duro, mereço descansar com uma bebida” ou “Não é
como se eu estivesse na rua, sou um alcoolista funcional”.
O efeito do túnel na adicção, segundo a abstemiologia, representa
uma severa restrição da percepção e da consciência que condiciona
a realidade do indivíduo à sua dependência. Trata-se de um colapso
ontológico em que a substância ou o comportamento adicto se torna o eixo
central da existência, reconfigurando tudo ao redor — relações, projetos,
memórias — como obstáculos ou facilitadores para o uso. Essa visão em funil faz
com que a única luz percebida seja a do próprio objeto de dependência, levando
não à salvação, mas a um ciclo destrutivo.
O conceito assemelha-se à alegoria da caverna de Platão, na qual
a realidade é substituída por sombras, e se relaciona com a noção sartriana
de má-fé, em que o adicto nega sua liberdade e responsabilidade, agindo
como se fosse determinado unicamente pela droga. Dessa forma, a liberdade
e a autonomia ficam progressivamente corroídas, reduzindo a experiência
humana a uma obsessão unidirecional. Essa restrição levanta questões
éticas sobre responsabilidade, já que a capacidade de enxergar alternativas
fica gravemente comprometida.
A recuperação, na perspectiva da abstemiologia, depende da ruptura desse
efeito túnel por meio da desintoxicação e da transição para a sobriedade.
Isso permite a redescoberta de múltiplas possibilidades de vida,
restaurando a percepção ampliada da realidade e a liberdade sobre a própria
existência. Portanto, superar a adicção implica desconstruir essa visão
restrita e reencontrar a pluralidade de caminhos que a vida oferece.
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Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
