Codependência tácita: patologia alimentada pelo silêncio

Codependência tácita: patologia alimentada pelo silêncio



A codependência tácita é uma das formas de codependência mais difíceis de ser identificada, pois se camufla na normalidade do não dito. Seu tratamento exige desautomatização de comportamentos e reconstrução de vínculos sob novas bases.

 

A codependência tácita é uma forma silenciosa e não explícita de dependência relacional, em que as pessoas sustentam padrões disfuncionais sem reconhecer conscientemente seu papel nesse ciclo. Diferente da codependência clássica — onde há algum nível de consciência do problema —, aqui o que prevalece é o silêncio, a cumplicidade inconsciente e normas não ditas que mantêm um equilíbrio patológico em casais, famílias ou grupos.

 

O oposto disso seria a interdependência saudável, fundada na autonomia, comunicação clara e apoio mútuo sem relações sufocantes. Essa dinâmica é analisada pela Abstemiologia, que vai além da abstinência química e foca na mudança dos sistemas relacionais. Mesmo que o dependente pare de usar substâncias, a codependência tácita persiste se os outros continuarem nos mesmos papéis (como o “salvador” que paga dívidas ou o “cúmplice” que evita conflitos).

 

A verdadeira recuperação exige que todos rompam com esses contratos invisíveis — como a crença de que “não se pode falar sobre o problema” ou “se eu não ajudar, ele se afunda”.

 

O tratamento envolve conscientizaçãoterapia sistêmica (para reestruturar relações), comunicação assertiva e, em casos graves, até afastamento temporário. Uma abordagem holística é essencial, pois muitas vezes há traumas não resolvidos por trás desses padrões. O maior desafio? Identificar o que não é dito. A cura está em substituir automatismos por vínculos conscientes — porque, no fim, é no silêncio que a codependência tácita mais se fortalece.

 

Leia o artigo na íntegra e entenda isso com detalhes.


Codependência tácita: patologia alimentada pelo silêncio (clique aqui e leia o artigo na íntegra)


Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann