Terapeutas da drogadição ou Terapeutas da Vida Abstêmia?
Terapeutas da drogadição ou Terapeutas da Vida Abstêmia?
Os termos técnicos da dependência química não podem ser aplicados
diretamente ao estudo da Vida Abstêmia. Como explica a teoria da adjetivação
da abstinência, muitos conceitos precisam ser adaptados para refletir a
realidade abstemiológica. Por exemplo, “limite abstêmio” ou “responsabilidade
abstêmia” têm significados distintos de suas versões convencionais. Isso também
se aplica em expressões como “lucidez abstêmia”, “espiritualidade
abstêmia” e “tempo abstêmio” já que carregam nuances específicas
dessa abordagem.
Um problema estrutural surge na nomenclatura das profissões ligadas
ao tratamento. Termos como “terapeuta em dependência química” designam
profissionais que estudam o problema (a adicção), mas não a solução (a Vida
Abstêmia). Esses especialistas são essenciais em clínicas e comunidades
terapêuticas, porém a Abstemiologia propõe uma nova categorização para quem
trabalha com a superação da dependência, não apenas seu diagnóstico.
Nesse sentido, os abstemiólogos estudam a Vida Abstêmia em três
eixos: o perfil dos abstêmios, o processo de abstinência e os modelos de
vida sem drogas/álcool. Já os abstemiologistas aplicam esse conhecimento
na prática, atuando como terapeutas da abstinência. Há também o (re)educador
abstêmio, termo que abrange tanto quem reeduca (quando há um passado
saudável a resgatar) quanto quem educa (casos sem referências prévias de
sobriedade).
Esses profissionais não focam na dependência em si, mas em
como superá-la. Esse raciocínio representa uma mudança de
paradigma que exige linguagem e métodos próprios. Como explico em meus
textos, essa distinção é extremamente relevante para que a abordagem abstêmia
seja eficaz e minimamente fundamentada.
Para ler o texto na íntegra:
Terapeutas da drogadição ou Terapeutas da Vida Abstêmia? (clique aqui e leia o texto na íntegra)
Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
