Processo de recaída e seus esquemas disfuncionais
Processo de recaída e seus esquemas
disfuncionais
Os esquemas são verdades
individuais que formam a realidade de cada pessoa, influenciando sua
compreensão do mundo, valores e comportamentos. Podem ser funcionais ou
disfuncionais, racionais ou irracionais. Na adicção, crenças
distorcidas prevalecem, como a justificativa do consumo de álcool ou drogas,
são verdades inquestionáveis para o adicto independentemente de qualquer dano
social e familiar. Essa mentalidade sustenta o vício, mas a mudança é possível
com tratamento e reestruturação das distorções cognitivas.
Durante a adicção, crenças
irracionais tornam a sobriedade algo sem sentido. O dependente enxerga o
consumo como "natural", seguindo falsas premissas, como "todos
usam, então eu também posso". Porém, na vida abstêmia, essas
crenças são substituídas por pensamentos saudáveis, como "não preciso
beber, mesmo após uma semana difícil". A recuperação exige pequenos
passos, como a evitabilidade do primeiro gole a fim de que o tempo auxilie no
aumento da lucidez e permita mudanças de hábitos.
Crenças funcionais, como "minha
recuperação é mais importante que prazer momentâneo" ou "erros
são oportunidades de aprendizado", sustentam a sobriedade. A neurociência
do desejo mostra que o vício altera circuitos cerebrais reforçando
distorções, mas a reestruturação cognitiva pode reverter esse processo. A
abstinência requer novos paradigmas, como viver "um dia de cada vez"
e aceitar a impotência perante a substância. A mudança é gradual, mas
possível com apoio terapêutico e evidências científicas.
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Processo de recaída e seus esquemas disfuncionais (clique aqui e leia o texto na íntegra)
Bons estudos!
Escritor: Péricles Ziemmermann
