A falácia da multicentricidade abstêmia

A falácia da multicentricidade abstêmia



É de domínio público a informação de que a adicção possui questões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais. Até aqui, sem novidades. No entanto, os estudos de abstemiologia se referem à análise da vida abstêmia, da sobriedade e da manutenção da abstinência e, nestas situações, o panorama muda bastante. É que, para resolver o problema do vício, precisamos de abstinência relativa, ou seja, da cessação definitiva (interrupção) do uso da droga de eleição e de drogas correlatas.

 

As questões que surgem são:

 

• O fato de a adicção possuir elementos biopsicossocioespirituais indica que a abstinência também deve ter tais elementos?

 

• Em outras palavras, para iniciar, desenvolver e permanecer em abstinência da droga de eleição e de drogas correlatas, a pessoa precisa identificar, mudar e sanar todos os elementos biopsicossocioespirituais que deram sustentação à adicção?

 

• Qual é o centro da abstinência?

 

• A abstinência, assim como a adicção, também é multicêntrica?

 

Na realidade, mais uma vez, estamos diante da confusão técnica que se faz ao pensar que simplesmente retirando elementos capazes de gerar adicção teremos abstinência. Esse equívoco é muito comum. Ao descaracterizar a adicção realizando a mitigação, eliminação, atenuação ou redução da incidência das suas características não estaremos simultaneamente gerando sobriedade. Aliás, isso ocorre porque a doutrina (meio científico) conhece a adicção com detalhes, mas não se dedica à vida abstêmia com o mesmo empenho.

 

Leia a publicação e entenda isso com detalhes.


A falácia da multicentricidade abstêmia (clique aqui e leia o texto na íntegra)


Bons estudos!

Escritor: Péricles Ziemmermann